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Projeto de lei prevê cadeia para 'currículo mentiroso'!


Colocar informações mentirosas no currículo poderá dar de dois meses a dois anos de detenção. A punição está prevista no Projeto de Lei 6561/09 que tramita na Câmara dos Deputados.

 

Conforme o autor da proposta, deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), a ação é necessária devido às frequentes falsificações, seja para obter vantagens na busca de um emprego, seja para prejudicar terceiros. A matéria está sendo apreciada pela Comissão de Justiça e, se for aprovada pelos membros, será enviada ao plenário para votação.

 

O parlamentar se baseou no episódio envolvendo a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff em 2009. Na época, a revista "Piauí" publicou uma matéria dizendo que o currículo de Dilma continha a informação de que ela é mestre em teoria econômica e doutoranda em economia monetária e financeira pela Universidade de Campinas (Unicamp).

 

A universidade, na ocasião, disse à revista que não havia registro de matrícula no mestrado e que o doutorado foi abandonado. A ministra admitiu que seu currículo no site do ministério estava errado.

 

“Depois foram descobrir que não foi ela, foi um terceiro. Então, pensei em um projeto para punir o terceiro que faz isso e também quem faz para obter vantagem pessoal”, disse Bezerra.

 

Na opinião do consultor e professor da Faesa, Giovani Borgo Sardi, um profissional que coloca informações falsas no currículo também não será ético no trabalho. Dar informações mentirosas pode ser enquadrado como falsidade ideológica.

 

“Quem age desta forma demonstra que não tem caráter e se ‘queima’ no mercado. É bom lembrar que o currículo é apenas uma etapa da seleção e se houver uma informação inverídica, dificilmente ele vai conseguir ser aprovado na seleção”, afirmou o professor.

 

Segundo Sardi, o profissional precisa ter seriedade, ética e responsabilidade na hora de elaborar o currículo. Além disso, é importante se perguntar o quanto aquela informação vai agregar na hora de conseguir a tão sonhada vaga.

 

“A imagem do empregado é reflexo da empresa. Portanto, não são toleradas mentiras. Além disso, o candidato precisa informar aquilo que agregue valor ao que é exigido ou apreciado pela empresa”, avaliou. O Código Penal não estabelece punição específica para falsificação do currículo para satisfazer interesse pessoal ou causar danos a terceiros.

 

Punição: Até dois anos - Será a pena máxima prevista para quem inserir informações falsas no currículo. A punição está prevista no Projeto de Lei 6561/09 que está em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

Leia o texto na íntegra no site: Gazeta On-line

Taxa de desemprego em abril desacelera para 7,3%, o menor nível desde 2002

Por: Gladys Ferraz Magalhães
27/05/10 - 09h46
InfoMoney

SÃO PAULO - A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País em abril atingiu o menor nível desde março de 2002: 7,3%. O número apresentou queda de 0,3 ponto percentual em relação a março (7,6%) e caiu 1,6 p.p. em relação a abril de 2009, quando registrou 8,9%.
Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou a "Pesquisa Mensal de Emprego" nesta quinta-feira (27).
O contingente de desocupados (1,7 milhão) não variou na comparação mensal e recuou 16,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Desempregados
São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram as regiões que se destacaram em abril, no confronto com mesmo mês do ano passado, por apresentarem declínios nas taxas de desocupação.
A capital paulista, por exemplo, registrou queda de 2,5 pontos percentuais. Na análise mensal, de acordo com o IBGE, não houve variações significativas.
A tabela abaixo aponta a taxa de desemprego atual, que registoru o menor patamar para um mês de abril em todas as regiões, e a de 12 meses atrás para as seis capitais analisadas:

Local

Abril 2009

Abril de 2010

Recife

10,6%

9,1%

Salvador

12,4%

11,2%

Belo Horizonte

6,8%

5,8%

Rio de Janeiro

6,8%

5,9%

São Paulo

10,2%

7,7

Porto Alegre

6,2%

5,4%

Total

8,9%

7,3%

Ocupados
Em abril, a população ocupada (21,8 milhões) manteve-se estável perante março e cresceu 4,3% no ano, com mais 907 mil postos de trabalho no período.
Por setores, na análise anual, o contingente de ocupados apresentou variações positivas nos contingentes da indústria extrativa de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (4,8%); construção (10,6%); serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (6,4%); educação, saúde, administração pública, defesa da seguridade social (4%); e outros serviços (6,4%).
Frente a março deste ano, houve alta no setor de educação, saúde, serviços sociais, administração pública e defesa e seguridade social (3%).

Sobre o perfil dos contratados, a pesquisa indica que o contingente de trabalhadores com carteira assinada do setor privado (10,1 milhões) respondiam por 46,4% das pessoas ocupadas.


 
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